Atualização do Mercado Cripto: 28 de novembro de 2025

Um profissional observa gráficos de criptomoedas em uma tela digital, ao lado do título 'Atualização do mercado de criptomoedas' da Klever.

A semana no mercado cripto foi tudo menos tranquila.

Enquanto o Bitcoin ultrapassou os US$ 90 mil após um short squeeze de centenas de milhões, outras narrativas correram em paralelo e mostraram o quanto o setor está se movendo em várias direções ao mesmo tempo. 

Houve estreia de novos ETFs, tokens que reagiram com força, lançamentos decepcionantes, avanços técnicos importantes e até alertas de segurança que exigem atenção imediata.

Se você quer entender por que essa semana reuniu tanta movimentação — e o que cada uma dessas peças significa para o cenário geral — este artigo reúne tudo o que realmente importa: preço, fluxo, tecnologia, segurança, política monetária e o comportamento institucional que ditou o tom dos últimos dias.

Bitcoin Ultrapassa US$ 90 Mil: As Forças que Impulsionaram a Última Alta

Gráfico semanal do preço do Bitcoin no CoinMarketCap mostrando alta até US$92 mil, com dados de mercado, volume e oferta circulante

Fonte: CoinMarketCap

O Bitcoin voltou a surpreender o mercado ao superar US$ 90 mil, alcançando cerca de US$ 92,2 mil em um movimento forte impulsionado por liquidação de shorts, melhora no cenário macro e recuperação do apetite por risco.

O que levou o Bitcoin acima de US$ 90 mil?

  • Liquidação de US$ 241 milhões em posições vendidas

A maior força por trás da arrancada foi a liquidação de posições vendidas (“shorts”), que forçou recompras aceleradas de BTC.

Esse processo — conhecido como short squeeze — aumenta a pressão de compra e acelera a alta.

  • Retorno do apetite por risco nos mercados globais

O movimento coincide com uma melhora no sentimento do mercado tradicional.

O índice S&P 500 registrou várias sessões de alta, indicando que investidores voltaram a buscar ativos de risco.

  • Expectativa de cortes de juros nos EUA

Com projeções de que o Federal Reserve possa iniciar cortes de juros nos próximos meses, ativos sensíveis à liquidez — como o Bitcoin — tendem a reagir positivamente.

  • Reversão de pessimismo após semanas de correção

Depois de um período de incerteza, investidores voltaram a assumir posições compradas, alimentando o impulso de alta.

Como o cenário macroeconômico influenciou o BTC

O Bitcoin se beneficiou diretamente de um ambiente de:

  • Liquidez mais favorável
  • Correção de preços em ativos tradicionais
  • Expectativa de política monetária mais branda

Hoje, o BTC se comporta cada vez mais como um ativo de risco global, respondendo ao humor macroeconômico da mesma forma que ações, tecnologia e commodities sensíveis ao ciclo de juros.

A correlação com o S&P 500 e o impacto no BTC

A reportagem destaca que o Bitcoin voltou a acompanhar o movimento do mercado tradicional:

  • S&P 500 em alta ➝ BTC em alta
  • Aversão ao risco ➝ BTC desacelera

Isso reforça que o Bitcoin, apesar de sua proposta de independência, segue influenciado pelos mesmos fluxos que movem grandes mercados financeiros.

A alta é sustentável? Pontos de atenção

Embora o rompimento de US$ 90 mil seja positivo, alguns fatores merecem cautela:

  • A subida foi impulsionada por liquidação de shorts, não necessariamente por fundamentos da rede
  • Resistências técnicas importantes ainda não foram superadas
  • Mudanças no cenário de juros podem reverter rapidamente o movimento
  • O BTC permanece exposto a volatilidade e correções bruscas

Analistas citados estimam que o BTC pode enfrentar obstáculos antes de buscar regiões próximas a US$ 100 mil.

O que essa alta revela sobre o momento do mercado

Para investidores, analistas e criadores de conteúdo, o movimento atual reforça que:

  • BTC é altamente sensível a juros, liquidez e sentimento global
  • Short squeezes continuam sendo motores poderosos de volatilidade
  • Mercado tradicional e cripto estão cada vez mais interligados
  • Movimentos acima de US$ 90 mil podem ser mais técnicos do que fundamentais

Esse cenário abre espaço para discussões sobre volatilidade, macroeconomia, fluxo institucional e psicologia de mercado.

Índice de Medo e Ganância de Hoje (28/11/2025)

Painel do Crypto Fear and Greed Index com leitura 20 de medo e gráfico histórico relacionando sentimento do mercado ao preço do Bitcoin

Fonte: CoinMarketCap

O índice de Medo e Ganância marcou 20 hoje, indicando que o mercado continua em estado de Medo, mesmo após uma leve melhora em relação aos últimos dias, quando o humor estava em Medo Extremo

Ligação Entre o Índice e o Movimento do Bitcoin

O comportamento do gráfico indica uma relação evidente entre humor do mercado e o preço do BTC:

  • Quando o índice ficou em zonas verdes mais cedo no ano, o Bitcoin operava acima de US$ 120 mil.
  • Conforme o sentimento esfriou para Medo, o BTC recuou para a faixa de US$ 70 mil a US$ 90 mil.
  • A entrada no Medo Extremo no fim de novembro trouxe maior volatilidade e queda nos volumes.

A leitura atual mostra estabilização, mas ainda evidencia desconfiança sobre o fôlego de curto prazo.

O Que o Nível de Medo de Hoje Sinaliza Para o Mercado

1. Cautela maior, mas sem sinais de pânico
A subida de 11 → 18 → 20 ao longo da semana indica que a pressão vendedora perdeu força.

2. Traders continuam defensivos
Períodos de medo costumam estar ligados a:

  • Redução de exposição
  • Aumento em posições em stablecoins
  • Menos alavancagem
  • Reação mais forte a notícias

3. Investidores de longo prazo buscam pontos de entrada
Historicamente, leituras entre 10 e 25 aparecem junto de:

  • Preços descontados
  • Primeiras fases de acumulação
  • Análise intensificada do comportamento das baleias de cripto

Monad Lança Blockchain com Airdrop de 3,3% do Supply

Logo da blockchain Monad em destaque sobre fundo azul e roxo, enfatizando sua proposta de alta performance e paralelização em smart contracts

Fonte: The Block

A Monad colocou sua mainnet no ar em 24 de novembro de 2025 e entregou um airdrop que chamou atenção pela proporção e pelo modelo de distribuição. 

O token MON chegou ao mercado com alta expectativa — mas também com críticas relacionadas ao supply e à participação da equipe.

O que é a Monad?

A Monad é uma blockchain de primeira camada compatível com EVM, projetada para oferecer alto desempenho, baixa latência e suporte a aplicações DeFi.

O diferencial está na promessa de unir escalabilidade com total compatibilidade com o ecossistema Ethereum — sem exigir novas linguagens ou ferramentas dos desenvolvedores.

Airdrop de US$ 105 Milhões da Monad Decepciona o Mercado

A Monad entregou um dos maiores airdrops do ano — cerca de US$ 105 milhões em MON — mas o lançamento gerou frustração entre participantes e especuladores. Apesar da expectativa elevada, o token estreou com desempenho abaixo do esperado e reacendeu o debate sobre tokenomics, recompensas e sustentabilidade de novos projetos.

Por que o airdrop decepcionou?

1. Preço sem alta no lançamento

Muitos usuários esperavam que MON valorizasse logo na listagem.
Isso não aconteceu.

O token estreou muito próximo ao valor da oferta pública anterior, sem impulso de mercado.

2. Recompensas menores do que o público esperava

Relatos nas redes mostram que vários participantes receberam quantidades reduzidas, mesmo após meses de interação com testes e programas da Monad.

3. Venda imediata dos tokens

Parte dos beneficiários vendeu o MON assim que o desbloqueio foi liberado.

Esse movimento aumentou a pressão de oferta e segurou o preço.

4. Contexto de mercado desfavorável

Com maior aversão ao risco e queda de liquidez em cripto, a estreia de novos tokens tem encontrado forte resistência — o que também impactou MON.

Pontos estruturais que agravam a decepção

Além da reação negativa inicial, alguns fatores do tokenomics reforçaram dúvidas:

  • Supply total muito alto (100 bilhões)
  • Apenas 10,8% desbloqueado no início
  • Grande alocação para equipe (27%) e investidores (19,7%)
  • Calendário de desbloqueios que pode gerar pressão de venda futura

Esses elementos deixam parte da comunidade receosa sobre sustentar preços no médio prazo.

Token Monad (MON) Desaba com Realização de Lucros e Transações Falsas: Entenda o Que Está Acontecendo

Logo da blockchain Monad em destaque sobre fundo azul e roxo, enfatizando sua proposta de alta performance e paralelização em smart contracts

Fonte: The Block

O token MON, da blockchain Monad, continua em forte queda após o lançamento e o airdrop inicial.

A desvalorização recente não está ligada apenas à pressão natural de venda, mas também a um problema crescente de transações falsas e golpes envolvendo contratos falsificados, que estão afetando a confiança do mercado.

Por que o token MON está caindo?

Dois fatores principais explicam a queda:

1. Realização de lucros após o airdrop

Muitos participantes do airdrop venderam seus tokens assim que receberam MON, pressionando o preço para baixo.
Esse comportamento é comum em projetos novos, mas no caso da Monad, a pressão foi mais intensa por causa do grande número de beneficiários e do alto supply inicial.

2. Transações falsas que geram pânico no mercado

Golpistas criaram tokens falsos imitando o MON e estão enviando transferências fraudulentas que parecem vir de carteiras legítimas.
Essas transações falsas:

  • confundem investidores
  • causam desconfiança
  • alimentam medo de exploits
  • levam a vendas impulsivas

A equipe da Monad precisou alertar usuários de que as transações não pertencem ao time oficial.

O que essa situação revela sobre a Monad e seu ecossistema

Riscos de lançamento recente

Projetos novos atraem atenção — e também golpistas.

Tokenomics sensíveis

Supply alto + desbloqueios iniciais + venda de airdrop = volatilidade forte.

Falta de educação dos usuários

Muitos investidores não sabem verificar:

  • endereço oficial do contrato
  • autenticidade de transferências
  • fontes oficiais de comunicação

Isso facilita golpes.

ETFs de Bitcoin Perdem US$ 1,2 Bilhão: Entenda a Queda e o Que Isso Significa para o Mercado

Os ETFs de Bitcoin registraram uma das piores semanas desde o lançamento dos fundos à vista nos EUA. Os principais produtos somaram US$ 1,2 bilhão em perdas em apenas sete dias, refletindo um movimento de retirada agressiva por parte dos investidores.

Essa queda marca também um recorde negativo mensal, ultrapassando US$ 3,79 bilhões em saques somente em novembro.

A seguir, você encontra um resumo direto da reportagem, explicações do que está por trás da queda e os impactos para o mercado.

O que aconteceu com os ETFs de Bitcoin?

  • Os 11 ETFs de Bitcoin à vista tiveram uma das semanas mais negativas da história, com perdas combinadas próximas a US$ 1,2 bilhão.
  • Novembro fechou com saída recorde de US$ 3,79 bilhões, indicando forte redução de exposição dos investidores.
  • A queda coincidiu com o recuo do BTC desde o topo acima de US$ 126.000 para a faixa de US$ 81.000–86.000, o menor preço desde abril.
  • Até mesmo o IBIT da BlackRock, o maior ETF de Bitcoin do mundo, registrou saídas significativas.
  • O movimento ocorre num contexto de cautela global, juros altos e busca por proteção — fatores que reduzem o apetite por ativos voláteis.

Por que os ETFs estão sofrendo saques tão grandes?

1. Correção do preço do Bitcoin

A queda de mais de 30% desde o topo desencadeou vendas automáticas, realização de lucros e desalavancagem.

2. Pressão macroeconômica

Incertezas sobre juros, inflação e fluxo global de liquidez levaram investidores a reduzir posições arriscadas.

3. Sensação de esgotamento da tendência

Após meses de entradas fortes, os ETFs entraram em um ciclo de saídas justamente quando o mercado virou para baixa.

4. Impacto institucional

Como muitos desses fundos são usados por gestores e consultores financeiros, uma mudança no sentimento institucional gera grandes volumes de saída rapidamente.

O que isso significa para o mercado de Bitcoin?

  • Menos liquidez de compra institucional

Quando ETFs apresentam saídas consecutivas, menos capital entra para sustentar o preço durante correções.

  • Aumento da volatilidade

Retiradas grandes pressionam ainda mais o Bitcoin, contribuindo para quedas mais acentuadas.

  • Mudança no perfil do investidor

O momento afasta investidores de curto prazo e destaca quem tem visão mais focada no longo prazo.

  • Revisão das narrativas de “adoção institucional intensa”

Os ETFs trouxeram bilhões ao mercado, mas também mostraram que institucionais podem sair tão rápido quanto entraram.

O que investidores e analistas podem observar daqui para frente

  • Fluxo diário dos ETFs (entradas/saídas)
  • Retomada ou queda contínua do IBIT (BlackRock) e FBTC (Fidelity)
  • Comportamento de long-term holders
  • Relação entre preço do Bitcoin e liquidez global
  • Movimento de stablecoins — indicador de força ou fraqueza na demanda

Esses pontos ajudam a medir se a pressão de venda está diminuindo ou se mais semanas difíceis podem vir.

ETFs de Altcoins (XRP e Solana) Fecham no Verde Mesmo com Incerteza no Mercado Cripto

Apesar da pressão vendedora que tomou conta do mercado cripto, os ETFs de altcoins mostraram força e registraram entradas líquidas significativas.

Segundo a reportagem, fundos ligados a XRP e Solana (SOL) ficaram no verde e chamaram atenção pelo volume captado em um momento em que Bitcoin e Ethereum enfrentam maior volatilidade.

Quanto capital entrou nos ETFs de Solana e XRP?

Os números mostram que a demanda institucional por altcoins continua forte:

Solana (SOL)

  • US$ 843,81 milhões já acumulados nos ETFs desde o lançamento
  • US$ 57,99 milhões de entrada apenas em um único dia (segunda-feira)

• XRP

  • US$ 628,82 milhões em ativos líquidos totais
  • US$ 164,04 milhões de entrada no mesmo dia

Esse fluxo positivo contrasta com a queda vista no mercado spot, indicando interesse crescente de investidores tradicionais em exposição a altcoins de maior liquidez.

Por que os ETFs de altcoins atraem capital mesmo com o mercado incerto?

1. Entrada regulada e mais segura para investidores tradicionais

ETFs oferecem exposição sem necessidade de usar exchanges ou gerenciar carteiras de cripto. Isso reduz barreiras e atrai perfis institucionais.

2. Movimento de diversificação

Com BTC e ETH sob pressão, parte do capital migra para alternativas com maior potencial de retorno, como Solana e XRP.

3. Rotação de risco

Investidores ajustam posições para ativos que podem responder mais rápido quando o mercado se estabiliza. Altcoins costumam ter ciclos de recuperação mais agressivos.

4. Sinal de institucionalização

A chegada de novos ETFs de altcoins reforça que o mercado está ampliando opções além de Bitcoin — e isso estimula fluxo novo.

Pontos de atenção: nem tudo é sinal de alta garantida

Mesmo com o saldo positivo, alguns riscos permanecem:

  • Altcoins continuam mais voláteis do que Bitcoin
  • Entradas em ETFs não garantem valorização dos tokens
  • Parte do capital pode ser de curto prazo, aumentando a oscilação
  • O desempenho depende da adoção real de cada ecossistema

Ainda assim, o cenário atual mostra que há demanda institucional consistente por ativos como Solana e XRP.

O que esse movimento revela sobre o mercado cripto

Para quem faz análises, acompanha on-chain ou escreve sobre tokenomics:

  • A procura por ETFs de altcoins indica amadurecimento do mercado
  • O fluxo positivo reforça que investidores querem exposição além de BTC/ETH
  • XRP e Solana se consolidam como as principais altcoins para produtos institucionais
  • O comportamento dos ETFs se tornou um indicador relevante de sentimento

Esse tema rende ótimos conteúdos sobre diversificação, liquidez, composição de portfólio e comparação entre ETFs e autocustódia.

Vitalik Buterin Revela o que Esperar do Ethereum em 2026: Escalabilidade, Gas e Otimização da Rede

Vitalik Buterin detalhou as prioridades do Ethereum para 2026, destacando uma mudança importante: sair da fase de “escalar tudo ao mesmo tempo” e entrar em um ciclo de otimização direcionada.

A proposta envolve aumentar o gas limit da rede, reequilibrar custos de operações pesadas e preparar o ecossistema para maior demanda.

O principal ponto: aumento do gas limit em até 5x

Vitalik propõe elevar o gas limit da rede para permitir:

  • Mais transações por bloco
  • Maior capacidade para rollups
  • Melhor eficiência para dApps complexos

No entanto, o aumento virá acompanhado de custos maiores para operações pesadas, como:

  • Armazenamento on-chain (SSTORE)
  • Contratos muito grandes
  • Chamadas complexas entre contratos
  • Uso intensivo de calldata

O objetivo é evitar que a rede fique sobrecarregada e proteger validadores, incentivando boas práticas de desenvolvimento.

Por que essa mudança importa para o Ethereum

O plano de Vitalik busca resolver um dos maiores desafios da rede: aumentar escalabilidade sem sacrificar segurança nem descentralização.

Com esse ajuste, a rede ganha:

  • Mais throughput

O Ethereum poderá processar muito mais atividades sem gargalos.

  • Maior eficiência

Contratos mal otimizados ficarão mais caros, incentivando código mais leve e seguro.

  • Preparação para maior adoção

Com DeFi, tokens, DAOs, jogos e rollups crescendo, o Ethereum precisa de estrutura estável para absorver o volume.

  • Competitividade frente a novas L1/L2

Outras blockchains oferecem performance alta. O Ethereum, porém, equilibra escalabilidade com rede consolidada, segurança e maturidade.

Como isso afeta desenvolvedores e dApps

Para quem desenvolve:

  • Será necessário ajustar contratos pesados para reduzir custos
  • Projetos antigos podem precisar refatoração para se manter acessíveis
  • A eficiência do código se torna diferencial competitivo

Para usuários finais:

  • Possibilidade de taxas menores em períodos de alta demanda
  • Mais espaço para transações simultâneas
  • Experiência mais fluida em dApps populares

O que ainda é um desafio para 2026?

  • O aumento de gas limit precisa de consenso entre validadores
  • Alterações podem impactar dApps existentes
  • Mudanças estruturais devem ser bem testadas para evitar riscos de segurança
  • A eficácia depende de adoção pelos desenvolvedores — sem otimização, o ganho é limitado

Vitalik enfatiza que 2026 será um ano de ajustes finos, não de revoluções — mas esses ajustes podem gerar impactos profundos na performance da rede.

Por que isso é relevante para quem acompanha cripto?

Para investidores, analistas e criadores de conteúdo:

  • Ethereum continua sendo a principal base para DeFi, NFTs, jogos e smart contracts
  • Melhorias de eficiência impactam diretamente o custo e a experiência dos usuários
  • Mudanças no gas limit afetam rollups, L2s, exchanges, carteiras e infraestrutura
  • A evolução técnica do Ethereum influencia preços, liquidez e adoção global

Com a rede se preparando para um novo ciclo, acompanhar essas mudanças é essencial para entender o futuro da infraestrutura blockchain.

China Volta a Ser Gigante da Mineração de Bitcoin Mesmo Após Banimento: Entenda o Que Mudou

Bitcoin dourado em destaque diante da bandeira da China, simbolizando impactos regulatórios chineses no mercado cripto global

Nova reportagem aponta que a China retomou uma posição de destaque na mineração de Bitcoin, mesmo após o banimento oficial imposto em 2021.

Com participação estimada entre 14% e 20% do hash rate global, o país reassume relevância no setor ao lado de Estados Unidos e Rússia.

China está minerando Bitcoin novamente?

Segundo os dados citados na reportagem:

  • A China já responde por 14% do hash rate mundial, tornando-se o terceiro maior produtor.
  • Estudos de empresas de análise on-chain sugerem que a participação real pode chegar a 15%–20%.
  • Fabricantes de máquinas ASIC, como a Canaan Inc., confirmam que o mercado chinês voltou a crescer — 30% das vendas da empresa em 2024 foram para a China, contra apenas 2,8% em 2022.

Ou seja, não se trata de atividade marginal: é uma retomada significativa.

Por que a mineração voltou mesmo com o banimento?

1. Energia barata e infraestrutura local

Regiões com grande oferta de eletricidade continuam atraindo mineradores. Com custos menores, a operação torna-se lucrativa mesmo com risco regulatório.

2. Valorização recente do Bitcoin

O aumento do preço melhora a rentabilidade e incentiva o retorno de operações que estavam desligadas desde 2021.

3. Tolerância implícita em algumas regiões

Embora o banimento siga oficialmente ativo, parte dos mineradores opera de forma discreta, em áreas com fiscalização menos rígida.

4. Aumento da demanda por ASICs

O salto nas vendas de equipamentos confirma que a mineração está sendo reativada em escala relevante.

Quais são os impactos da volta da China na mineração de Bitcoin?

  • Mudança na distribuição do hash rate

A participação chinesa altera novamente o mapa global da mineração, reduzindo a dominância absoluta dos EUA.

  • Possível pressão de venda

Mais mineradores significa mais BTC recém-gerado entrando no mercado, o que pode influenciar a oferta em períodos de baixa demanda.

  • Discussões sobre descentralização

A China voltou a ser um polo importante, reacendendo debates sobre concentração geográfica e riscos regulatórios.

  • Sinal para o setor de energia e regiões industriais

O retorno dos mineradores mostra que infraestrutura energética barata continua sendo um atrativo decisivo.

O que esse cenário significa para investidores e analistas?

Para quem acompanha Bitcoin de forma estratégica:

  • Monitorar a origem do hash rate ajuda a entender risco geopolítico e distribuição de poder computacional.
  • O retorno da China reforça a importância do contexto energético para o futuro da mineração.
  • Este movimento também pode influenciar debates globais sobre regulação, sustentabilidade e segurança da rede.

Para criadores de conteúdo, esse tema rende excelentes análises sobre mineração, energia, geopolítica, descentralização e impacto no preço do Bitcoin.

Como se Proteger do Novo Vírus do WhatsApp que Mira Carteiras de Criptomoedas

Hacker encapuzado usando notebook com fundo verde do WhatsApp, ilustrando golpes que visam carteiras de criptomoedas

Fonte: Money Times

Um alerta importante sobre um novo vírus espalhado pelo WhatsApp que está focado em roubar senhas bancárias e acessar carteiras de criptomoedas. O malware, identificado pelos pesquisadores da Trustwave SpiderLabs, está circulando principalmente entre usuários brasileiros e se propaga de forma rápida e silenciosa.

O que é o vírus do WhatsApp que rouba criptomoedas?

O ataque usa um trojan chamado Eternidade Stealer, distribuído via mensagens no WhatsApp. Ele chega por meio de arquivos ZIP ou PDFs acompanhados de textos “urgentes”, induzindo o usuário a abrir anexos maliciosos.

Quando o arquivo é executado, o vírus instala um script que:

  • Monitora janelas e processos do computador
  • Identifica aplicativos bancários e carteiras de cripto
  • Captura senhas, dados sensíveis e screenshots
  • Pode roubar arquivos de configuração de wallets
  • Envia a mesma mensagem maliciosa para seus contatos — agindo como um worm

Entre os alvos citados estão bancos brasileiros (BB, Itaú, Bradesco) e carteiras como Trust Wallet, Ledger Live e Exodus.

Por que esse vírus é perigoso para quem usa criptomoedas?

O objetivo do trojan é roubar acesso a contas financeiras, incluindo plataformas de cripto que armazenam dados locais ou exibem frases de recuperação na tela.

Os principais riscos incluem:

  • Acesso total à sua wallet se suas chaves, seed phrase ou arquivos forem capturados
  • Roubo instantâneo de cripto ao detectar transações abertas
  • Sequestro de contas de exchanges via senhas expostas
  • Monitoramento contínuo das suas operações

É um ataque que combina engenharia social + infecção local — uma ameaça especialmente grave para quem usa carteiras quentes em computadores pessoais.

Como se proteger do vírus

1. Nunca abra anexos inesperados no WhatsApp

Mensagens com “urgência” são comuns nesses ataques. Sempre confirme por outro canal antes de abrir.

2. Evite arquivos com extensão .msi, .vbs ou ZIP enviados por desconhecidos

Esses formatos são usados para instalar o trojan escondido.

3. Mantenha Windows, navegador e todos os apps atualizados

Atualizações corrigem falhas usadas por malwares bancários.

4. Use antivírus confiável

Antivírus modernos bloqueiam scripts maliciosos automaticamente.

5. Ative 2FA em todas as contas financeiras

Prefira apps como Authy, Google Authenticator ou Aegis — evite SMS.

6. Não gerencie cripto em computadores compartilhados

Wallets desktop são mais vulneráveis quando usadas com navegação casual.

7. Considere uma carteira fria (hardware wallet)

Especialmente se você lida com valores maiores.
Inclui: Ledger, Trezor, KleverSafe, Grid+.

8. Monitore transações suspeitas

Cheque regularmente exchanges e carteiras para identificar movimentações estranhas.

Dicas extras para quem usa criptomoedas

  • Nunca tire print da sua seed phrase
  • Não armazene frases de recuperação em apps de notas
  • Nunca cole sua seed no computador se houver qualquer suspeita de infecção
  • Separe um dispositivo exclusivo para gerenciar suas carteiras

Esse tipo de vírus atua justamente quando o usuário está distraído, por isso higiene digital é tão importante quanto a tecnologia da blockchain.

Fazenda Estuda Aplicar IOF sobre Transações com Criptomoedas: O Que Muda no Brasil

O Ministério da Fazenda afirmou que deve aplicar IOF sobre transações com criptomoedas após novas regras do Banco Central classificarem operações com ativos digitais — especialmente stablecoins — como operações cambiais.

A medida ainda não está em vigor, mas já gera debate no mercado cripto brasileiro.

O que a Fazenda disse sobre IOF em criptomoedas

Segundo o secretário-executivo Dario Durigan:

  • O governo pretende cobrar IOF de operações com criptomoedas.
  • A medida será formalizada por ato da Receita Federal, que definirá a alíquota e a data de início.
  • A proposta surge após o Banco Central ter enquadrado transações com stablecoins e operações internacionais com cripto como operações cambiais, abrindo base legal para cobrança.

Nada está oficialmente implementado — mas o caminho regulatório já foi sinalizado.

Por que o governo quer cobrar IOF de cripto?

1. Reclassificação do BC

O Banco Central passou a tratar diversas operações com ativos digitais como câmbio.
Como o IOF incide sobre câmbio, a cobrança se torna tecnicamente possível.

2. Fechar brechas tributárias

Stablecoins têm sido usadas como alternativa barata ao dólar para remessas internacionais, compras externas e proteção cambial.

O governo quer evitar o uso de cripto para fugir de tributos.

3. Aumentar arrecadação

Com o uso crescente de stablecoins no Brasil, o IOF sobre transações pode se tornar uma nova fonte de receita para o governo.

O que ainda não está definido

A reportagem deixa claro que pontos fundamentais permanecem em aberto:

  • Alíquota de IOF: não existe valor divulgado
  • Data de início da cobrança: depende de norma da Receita
  • Escopo exato: se afetará todas as transações ou apenas operações internacionais
  • Impacto sobre investimentos: ainda não se sabe se trading, staking ou swaps entrarão na regra

Tudo indica que o foco inicial será operações internacionais e stablecoins usadas como câmbio.

Como isso pode afetar usuários de criptomoedas

  • Transações com stablecoins podem ficar mais caras

Remessas internacionais, compras externas e pagamentos em USDT/USDC podem sofrer acréscimo de IOF.

  • Menor vantagem frente ao câmbio tradicional

Um dos principais motivos para o uso de stablecoins — custo mais baixo — pode ser reduzido.

  • Exchanges e serviços que oferecem câmbio cripto podem repassar custos

Plataformas que fazem conversão BRL ↔ stablecoins podem ter de ajustar taxas.

  • Adoção de stablecoins para pagamentos internacionais pode enfraquecer

Se o imposto for alto, o uso cotidiano perde atratividade.

Impactos para o mercado cripto no Brasil

A eventual cobrança de IOF:

  • Aumenta a formalização do setor
  • Reduz espaço para arbitragem fiscal
  • Cria custos adicionais para usuários e empresas
  • Pode alterar o volume de stablecoins no país
  • Reforça a supervisão sobre operações internacionais com cripto

Para investidores focados em autocustódia, remessas e diversificação, essa mudança pode alterar estratégias.