As invasões e golpes em exchanges estão entre os ataques mais graves no mundo das criptomoedas. Essas falhas de segurança costumam resultar em prejuízos milionários — e às vezes bilionários — afetando tanto plataformas quanto usuários. Os criminosos exploram vulnerabilidades em exchanges centralizadas, contratos inteligentes mal programados e até a ingenuidade das pessoas, usando técnicas como engenharia social e phishing.
Mesmo com avanços em tecnologia, as estratégias dos hackers seguem evoluindo. Eles se adaptam rápido, criando formas cada vez mais complexas de burlar defesas e atacar plataformas de ativos digitais. Isso mostra que o crime cibernético envolvendo cripto, especialmente golpes em exchanges, não está diminuindo, e sim se sofisticando.
Esses episódios são alertas claros de que, mesmo com tanta inovação, os riscos continuam. Por isso, segurança precisa ser prioridade, não só para as plataformas, mas também para quem movimenta cripto no dia a dia.
Tomar medidas simples, como usar carteiras mais seguras, ativar autenticação em dois fatores (2FA), biometria e se manter informado, faz toda a diferença para evitar dores de cabeça.
A segurança precisa acompanhar a evolução do mercado, e isso inclui regulação, ferramentas melhores e mais informação para todos.
Na web3, a melhor defesa ainda é estar sempre atento.
O Que São Invasões Hackers a Exchanges?
Essas invasões acontecem quando hackers conseguem acesso não autorizado a exchanges centralizadas ou carteiras digitais.
O objetivo? Roubar ativos. Para isso, eles usam falhas de segurança, enganam usuários com sites e e-mails falsos ou se aproveitam do acesso de funcionários para desviar fundos.
Por Que Corretoras de Cripto São Alvo Fáceis?
Plataformas gigantes como Binance, Bybit e a extinta FTX movimentam bilhões de dólares todos os dias. Isso faz delas alvos irresistíveis para golpistas. A grande quantidade de transações e o modelo centralizado das exchanges facilita ataques bem planejados.
As carteiras de criptomoedas também não ficam de fora. As chamadas “hot wallets” — que ficam conectadas à internet — são ainda mais vulneráveis, especialmente a golpes como phishing, malware e outras ameaças online.
Basta uma falha no sistema, uma brecha no código ou uma desatenção do usuário para que criminosos consigam roubar tudo.
Como Hackers Invadem Exchanges?
Os golpes em exchange geralmente seguem padrões bem conhecidos. Mesmo com camadas de segurança, exchanges ainda são alvos constantes de ataques.
Entenda como hackers conseguem invadir essas plataformas e roubar fundos de usuários desavisados
- Phishing: e-mails, mensagens ou sites falsos que imitam plataformas reais e pedem seus dados.
- Chaves API comprometidas: com essas chaves, hackers conseguem fazer saques e negociações sem autorização.
- Falhas no sistema: brechas nos contratos inteligentes ou no servidor das corretoras são portas de entrada.
- Malware ou Insiders: softwares maliciosos ou até funcionários mal-intencionados podem facilitar roubos.
- Roubo da frase de segurança: se você guarda sua frase de recuperação (24 palavras) sem segurança, pode perder tudo.
Como Não Cair em Golpes em Exchanges?
Para evitar golpes em exchange, o mais importante é manter hábitos de segurança constantes. Adotar boas práticas de segurança pode ser a diferença entre proteger seus fundos ou se tornar alvo fácil.
Aqui vão ações essenciais para reforçar sua proteção e evitar cair em golpes:
- Use carteiras frias (hardware wallets) para armazenar fundos.
- Ative autenticação em dois fatores (2FA) em todas as suas contas.
- Nunca compartilhe sua frase de segurança
- Verifique sempre a origem de links e e-mails antes de clicar.
- Prefira exchanges reconhecidas e com bom histórico de segurança.
E Se Eu For Hackeado ou Cair em Golpe?
Se você for vítima de um dos muitos golpes em exchanges que circulam pela internet, agir rapidamente é essencial para tentar mitigar o prejuízo. Mesmo com todos os cuidados, ninguém está 100% imune a riscos. Se você suspeitar que foi hackeado, a velocidade da sua reação pode minimizar os prejuízos.
Veja o que fazer imediatamente:
- Aja rápido! Entre em contato com o suporte da exchange.
- Transfira o que restar para uma carteira segura.
- Ative alertas de movimentação para monitorar atividades suspeitas.
Os Golpes em Exchange Mais Devastadores da História Cripto
Ao longo dos anos, alguns dos maiores golpes em exchanges deixaram marcas profundas no mercado, causando prejuízos bilionários e impactando a confiança na segurança das plataformas.
Veja os casos mais impactantes:
Mt. Gox (2011 e 2014)

Antigamente a maior exchange de criptomoedas do mundo, a Mt. Gox sofreu diversos ataques ao longo dos anos, sendo o mais grave em 2014, quando 850.000 BTC (equivalentes a 615 milhões de dólares na época) foram roubados.
Apesar da recuperação de 200.000 BTC, a perda foi tão significativa que levou a exchange à falência, iniciando uma longa batalha judicial para compensar os usuários prejudicados. Segundo relatos, a Mt. Gox foi hackeada pelo menos seis vezes entre 2011 e 2014, com a violação mais conhecida ocorrendo em 2014, o que acabou por levar a empresa à insolvência.
A falha foi atribuída à fragilidade nas medidas de segurança e à falta de manutenção adequada no código da plataforma, o que resultou em múltiplos processos judiciais e em um processo de reembolso prolongado para os usuários afetados.
Bybit Hack (2025)

Considerado o maior golpe envolvendo uma exchange de criptomoedas até hoje, a Bybit sofreu uma violação catastrófica que resultou na perda de 1,4 bilhão de dólares em Ethereum.
Os hackers exploraram uma vulnerabilidade no sistema de transferência entre carteiras frias e carteiras mornas da Bybit, o que permitiu o desvio dos fundos sem ser detectado.
De acordo com o CoinTelegraph, as investigações identificaram possíveis ligações com o Lazarus Group — um grupo de hackers conhecido por atacar plataformas financeiras utilizando técnicas sofisticadas de lavagem de ativos.
Os recursos roubados foram rapidamente enviados para exchanges descentralizadas e serviços focados em privacidade, o que praticamente impossibilitou sua recuperação.
Em resposta, a Bybit anunciou o fortalecimento da sua infraestrutura de segurança e se comprometeu a compensar os usuários afetados por meio de seus fundos de reserva.
Colapso da FTX (2022)

Um dos colapsos mais chocantes e devastadores da história das criptomoedas, a FTX foi, por muito tempo, uma das maiores e mais confiáveis exchanges do mercado, até que sua queda expôs uma série de falhas graves de gestão financeira, indícios de fraude e fragilidades sistêmicas.
A derrocada da FTX começou com a crescente desconfiança sobre sua saúde financeira, o que desencadeou uma crise de liquidez em larga escala. Bilhões de dólares foram retirados por usuários em poucos dias, e a exchange rapidamente se mostrou incapaz de honrar os saques, revelando um rombo gigantesco no balanço.
Como se não bastasse, poucas horas após declarar falência, a FTX sofreu um ataque hacker que resultou no desvio de 400 milhões de dólares. Acredita-se que tenha sido um ataque do tipo SIM swap, que comprometeu o acesso administrativo da plataforma, permitindo que os invasores drenassem fundos das carteiras da FTX sob o disfarce de transações internas.
O incidente levantou suspeitas ainda maiores sobre possível envolvimento interno ou falhas críticas na segurança da empresa. O ataque esvaziou praticamente todos os fundos restantes, reduzindo ainda mais as chances de recuperação para clientes e credores.
As investigações revelaram que a FTX teria desviado fundos de usuários para realizar operações de alto risco por meio de sua empresa-irmã, Alameda Research, o que levou a acusações criminais contra o fundador da exchange, Sam Bankman-Fried.
O desastre da FTX abalou profundamente o setor, acelerando discussões sobre transparência, auditorias de reservas (proof-of-reserves) e a necessidade de maior regulação e segurança em exchanges centralizadas. O caso continua sendo um dos episódios mais emblemáticos de fraude corporativa e ataque a exchanges no universo cripto, com processos legais e esforços de compensação ainda em andamento.
Hack da KuCoin (2020)

Em setembro de 2020, a KuCoin, exchange com sede em Singapura, foi alvo de um dos maiores ciberataques da história das criptomoedas, sofrendo a perda de mais de 280 milhões de dólares em diferentes ativos digitais.
Os hackers conseguiram violar os sistemas de segurança da plataforma e acessar as hot wallets, transferindo grandes quantidades de Bitcoin, Ethereum e tokens ERC-20 para endereços desconhecidos.
Assim que detectou a invasão, a KuCoin congelou rapidamente depósitos e saques, iniciando uma ação coordenada com empresas de análise de blockchain e outras exchanges para rastrear e recuperar os fundos desviados.
A resposta ágil trouxe resultados: em poucas semanas, cerca de 236 milhões de dólares foram recuperados com sucesso, graças à colaboração de diversos projetos de blockchain que congelaram ou colocaram em blacklist os tokens roubados.
Investigações posteriores associaram o ataque a um grupo de hackers sofisticado, possivelmente patrocinado por um Estado.
Após o incidente, a KuCoin reforçou sua infraestrutura de segurança, atualizou a arquitetura de suas carteiras e implementou controles de risco mais rigorosos. O ataque evidenciou as vulnerabilidades das hot wallets e destacou a importância de uma resposta rápida para mitigar violações em larga escala.
Exploit da Binance (2019)

Em maio de 2019, a Binance, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, sofreu uma grave violação de segurança, na qual invasores roubaram 7.000 BTC (equivalentes a 40 milhões de dólares na época).
Os hackers utilizaram uma combinação de ataques de phishing, malwares e chaves de API comprometidas para contornar as medidas de segurança da Binance.
Uma vez dentro do sistema, os invasores executaram transações cuidadosamente orquestradas que conseguiram evitar a detecção pelos mecanismos de segurança da plataforma. Para agravar ainda mais a situação, a violação também permitiu o acesso a dados de usuários, levantando preocupações sobre vulnerabilidades em toda a exchange.
A Binance respondeu suspendendo todos os saques e depósitos, conduzindo uma auditoria completa de segurança e implementando novos recursos de proteção, como monitoramento em tempo real e lista de permissões para saques.
O ataque evidenciou os riscos relacionados à segurança das chaves de API e reforçou a importância de medidas de autenticação em múltiplas camadas.
A Binance cobriu integralmente as perdas por meio de seu fundo de proteção ao usuário, o Secure Asset Fund for Users (SAFU), o que ajudou a restaurar a confiança na capacidade da plataforma de lidar com ameaças cibernéticas.
Check List de Segurança
A segurança no universo cripto depende de prevenção. Fique atento às principais ameaças, especialmente golpes em exchanges, que continuam sendo um dos maiores riscos no mundo cripto.
✅ Use carteiras físicas para armazenar suas criptomoedas de maiores valores ou por longos períodos.
✅ Ative 2FA (autenticação em dois fatores) e biometria sempre que possível.
✅ Nunca compartilhe dados sensíveis com terceiros.
✅ Pesquise antes de usar qualquer plataforma. DYOR
✅ Fique atento a sinais de fraude. Se desconfiar de algo, troque as senhas e contate a empresa imediatamente.
Última dica: Desconfie de promessas fáceis. Se parecer bom demais, provavelmente é golpe.
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